Justiça decreta prisão preventiva de advogada argentina por ofensas racistas
Por Redação
06/02/2026 às 08:16

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, acusada de cometer ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na capital fluminense. A decisão foi tomada após a aceitação da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado (MP-RJ). O caso ocorreu no dia 14 de janeiro, em um bar localizado na Rua Vinícius de Moraes.
De acordo com a ação penal, Agostina estava acompanhada de duas amigas quando passou a discutir com funcionários do estabelecimento por discordar do valor da conta. Durante o desentendimento, ela teria se dirigido a um dos trabalhadores com ofensas de cunho racial, utilizando o termo “negro” de forma pejorativa, com a intenção de discriminá-lo.
Ainda segundo o MP, mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil, a turista manteve os ataques. Na área do caixa, ela teria chamado uma funcionária de “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco”, além de fazer gestos imitando o animal.
A denúncia aponta que as ofensas continuaram do lado de fora do bar. Na calçada, Agostina voltou a proferir expressões racistas, emitiu sons e repetiu gestos ofensivos direcionados a outros três funcionários do estabelecimento. Antes da decretação da prisão preventiva, a Justiça já havia determinado medidas cautelares a pedido do Ministério Público, como a proibição de a acusada deixar o país, a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica.
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