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Advogado do dono do Banco Master já defendeu desembargadora que revogou prisão do empresário
Advogado do dono do Banco Master já defendeu desembargadora que revogou prisão do empresário
Por Redação
02/12/2025 às 08:02

Foto: Reprodução
O advogado Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava preso até o último sábado (29), defendeu, no passado, a desembargadora do TRF-1 Solange Salgado da Silva, magistrada que revogou a prisão do empresário. A coincidência aparece em registros oficiais do processo no qual o criminalista Pierpaolo Cruz Bottini atuou como defensor da desembargadora em investigações envolvendo operações financeiras da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer).
Segundo informações do ICL Notícias, Solange Salgado foi denunciada pela Procuradoria Regional da República por cinco crimes, entre eles gestão fraudulenta, o mesmo tipo penal atribuído a Vorcaro. O inquérito discutia empréstimos concedidos a magistrados entre 2000 e 2009, mesmo diante de pendências junto à Fundação Habitacional do Exército. Bottini assumiu a defesa da magistrada durante o curso das acusações.
A denúncia inicial foi rejeitada pela Corte Especial do TRF-1, que concluiu não haver elementos suficientes para relacionar Solange às irregularidades. Apesar disso, o Ministério Público Federal (MPF) voltou a denunciá-la, desta vez junto ao ex-presidente da associação, Charles Renaud, por suposta gestão fraudulenta de instituição financeira.
Em 2018, diante da lentidão processual, a Ajufer ingressou como assistente de acusação para tentar acelerar o andamento dos casos, que continuavam sem solução definitiva há quase uma década após sua instauração. Já em fevereiro de 2023, Solange teria sido absolvida, mas o tribunal não divulgou oficialmente o resultado do julgamento.
O processo segue sob sigilo e armazenado em arquivos físicos, o que dificulta o acesso a informações completas. Assim, a única ligação documentada entre a desembargadora e Bottini permanece restrita à antiga relação profissional no âmbito daquele inquérito. A decisão que beneficiou Vorcaro, segundo o TRF-1, foi tomada com base nos autos atuais e acompanhada de medidas cautelares, não havendo indícios de qualquer relação externa entre os episódios.
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